
cavalo passo em tua janela e sem rédeas arreios ou celas alazão que sou de selvagens pradarias lagarto a soltar a pele depois de 40 dias me verão eu tigre expulso das jaulas farejando a caça pelos becos das tardes onde estão os alucinados da cidade enquanto ardendo ao sol a carne do meu corpo de estrelas cadentes e luas menstruadas despeja sobre teus olhos uma enchurrada de palavras como as cachoeiras que ainda não conheces e delas ainda não provou do líquido que teima em escorrer entre as tuas coxas onde minha língua há de beber um dia em que os sentido me despertem e eu vá olhar os lírios nos pântanos.




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