Artur CarNAvalha Gumes - Afora a TropicanAlice Metaforas à Parte soy de Campos soy Canalha


18/11/2006


Ode a Salomão

Meu corpo é o teu templo,
Minhas vestes o teu véu
A tua sabedoria me inspira,
Descubro as estrelas e o céu.

Ergues-me pelas tuas colunas,
Me faz sentir o teu amor,
Faz-me conhecer dos teu cânticos,
Sejas tu meu Inspirator

O Reino de Sabá não te conhece,
Não te exploraste como eu,
Meu corpo jamais te esquece,
Porque agora tu és meu.

Bia Márquez

http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

 

Escrito por artur gomes às 12h57
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16/11/2006


Noite Severina
Ney Matogrosso/Pedro Luis

Corre calma Severina noite
De leve no lençol que te tateia a pele fina
Pedras sonhando pó na mina
Pedras sonhando com britadeiras

Cada ser tem sonhos a sua maneira
Cada ser tem sonhos a sua maneira

Corre alta Severina noite
No ronco da cidade uma janela assim acesa

Eu respiro seu desejo
Chama no pavio da lamparina

Sombra no lençol que tateia a pele fina
Sombra no lençol que tateia a pele fina
Ali tão sempre perto e não me vendo
Ali sinto tua alma flutuar do corpo
Teus olhos se movendo sem se abrir
Ali tão certo e justo e só te sendo
Absinto-me de ti, mas sempre vivo
Meus olhos te movendo sem te abrir

Corre solta suassuna noite
Tocaia de animal que acompanha sua presa
Escravo da sua beleza
Daqui a pouco o dia vai querer raiar

 

http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

 

 

 

Escrito por artur gomes às 18h15
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14/11/2006


Amor Poético

Eu não amo em palavras
Amo em verso,
Amo em prosa,
Amo sendo poesia.

ser poeta é ser amante,
na Pasárgada poema
ou no Inferno de Dante,

é se apaixonar,
Se desarmar,
Degustar amores,
odores,
e todos os sabores

Se poeta amar poeta
vai falar a mesma lingua
se entregar à mesma pena,
se afagar na mesma rima.

Seus corpos se encontram,
num diálogo poético,
Cantam flor, fazem amor,
Extâse no sexo, complexo,
Num orgasmo dialético.

Bia Márquez

http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

Escrito por artur gomes às 20h46
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13/11/2006


césar castro: transpirações gráficas - artur gomes: poema

mayara pasquetti: arte final

Escrito por artur gomes às 00h35
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sagarânica ou fulinaímica

 

jogo de dada/ista

não sou iluminista/nem pretender

eu quero o cravo e a rosa

cumer o verso e a prosa

amanhecer nova poética

devorar a lírica a métrica

canibalizar a carne da musa

seja branca/negra

amar/ela vermelha verde

ou cafusa

eu sou do mato curupira carrapato

eu sou da febre sou dos ossos

sou da lira do delírio

e virgílio é o meu sócio

pernambuco amaralina

vida leve ou sempre/vida  severina

sendo mulher ou só menina

que sendo santa prostituta

ou cafetina

devorar é minha sina

profanar

é o meu negócio

 

artur gomes

http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

 

 

 

 

 

Escrito por artur gomes às 00h27
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evoé, poeta, saravá...

servir-se do banquete
é oferecer-se de carpádio

canibali(ri)smo antro(po)ético
antro(po)fagia carna(va)lírica...

saravá, poeta, evoé...

 

Tiago

http://almadepoeta.com/fulinaima.com

 

Escrito por artur gomes às 23h48
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O sentido normal das palavras não faz bem ao poema. Há que se dar um gosto incasto aos termos. Haver com eles um relacionamento voluptuoso. Talvez corrompê-los até a quimera. Escurecer as relações entre os termos em vez de aclará-los. Não existir mais rei nem regências. Uma certa liberdade com a luxúria convém.

manoel de barros


lindo, não é, Artur? parece contigo isso

 

Michèlle Sato

http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

 

Escrito por artur gomes às 22h15
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césar castro - transpirações gráficas

Bia de Dante

 

tudo quanto um dia

ela sorrindo me disse

bia beatriz/beatrice

me leia nos meus olhos

nunca nos olhos

de clarice

agora quando olho

se trago alho

nos meus olhos

logo se abrem

lírios

se tinham espinhos

Não rosas

agora lindas

meiguices

e eu te penetro corpo/jardim

com tudo o que há em mim

sede fome tara

e tudo mais

que ainda vai vim

olhe bem na minha cara

eu sou arcanjo e  serAfim.

 

Artur Gomes

http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

 

 

 

 

Escrito por artur gomes às 20h15
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césar castro - transpirações gráficas

Bia de Dante 2

 

e quanto mais ela sorrisse

eu entendia o que disse

me ame dentro dos olhos

e nunca mais ame a clarice

me venha com tuas juras

tuas taradas loucuras

teu amor antropofágico

me ame quando for lírico

me ame quando for trágico

sou beatriz e espero

por estes séculos afora

quem venha e me deflora

me liberto dos tecidos

quem me livre dos vestidos

me abra portas/janelas

me cansei destas esperas

decidida e pronta me entrego

a ti poeta dos céus das bocas

dos infernos

sou razão dos teus delírios

e dos teus versos profanos

me livre de todos os panos

me prove do amor eterno

 

Artur Gomes

http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

 

 

 

Escrito por artur gomes às 20h12
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césar castro - transpirações gráficas

Clarice por um triz

 

é quando surge   e me diz

esqueça essa tal beatriz

ela nunca soube o que fiz

nem sabe se te quer agora

diga adeus e vá embora

como na dança de roda

amar está fora de moda

leia meus olhos inteiros

no fundo da água viva

eu sou clarice  me diga

da minha paixão gh

metamorfose é o que vivo

na tua carne não vês

que sou mais fogo que dantes

amor nada tem a ver com amantes

se sou teu sexo é claro

coisa que nem freud explica

se é em teu corpo que fica

o meu prazer quando declaro

 

artur gomes

http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

 

Escrito por artur gomes às 20h08
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Gosto de música e poema, que a mulher inspira!
Beatriz, Clarice, Mariana, Marina, Luciana, Beatriz, Ana de Amsterdam, Joana Francesa, Luiza, Ana Luiza, Tereza da praia, Doralice,  Irene, Roberta, Lígia, Rosa, Branca, Aurora, Carolina, Januária, Helena, Maria, Dora, Maria Betânia, Rita, Carmém.. .E,  quando o poeta sabendo da canção, cria o trocadilho... a gente casa , de uma forma inusitada, o cantarolar, com o riso da poesia!
O poeta que surpreende, educa... inventa uma escola pra gente estudar de novo...ter lanche, recreio, e cinema com pipocas!

 

Socorro Moreira

http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

 

Escrito por artur gomes às 20h03
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