Artur CarNAvalha Gumes - Afora a TropicanAlice Metaforas à Parte soy de Campos soy Canalha


19/10/2006


Beijos tantos
Imensos
Transbordante de alegria que não cabe
Sincero Amor que sorri de longe
Virtualmente
Mais quente
Porque alma se encontra
e se fala
Embala arte de se dar
Somos inquietos artistas
Sem limites pra criar
Eis que vôo de repente
Num suspiro devaneio a sonhar
“Ser” é tão simplesmente
Que enchem de água os olhos pra falar.

Carolina

Escrito por artur gomes às 18h20
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Seu louvor pela romanceira
Roseira em forma de mulher
Nos espinhos seio reinventa nova poesia
Outra Minas inconfidência faz florescer

Encanta-me ler esse imenso Amor
De Arthur por Cecília
Que fia História antiga
Que poetiza tal brutal dor

Homem e mulher de tempos distintos
De contextos desencontrados
Afinados em luta esperançosa
Ainda difícil
Ainda atual
Guerra e paz que nunca cessam
Verdadeiros heróis dos tempos em tempos
Que munidos de palavras
Agem pela conquista sonhada
E tão almejada
De mesmo com os pés no chão e as armas em punho
Voar!!!

Bjs!!

Carolina Gonzalez

Sua poesia me ensina e me inspira sempre, e isso eu queria muito que você soubesse!!

Escrito por artur gomes às 17h57
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Escrito por artur gomes às 16h02
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orgasmo colorido

o papel branco
apaixonado
acompanha o poeta –
seu amor platônico

nas boêmias noites,
de amores fugazes,
de lençóis brancos,
amarrotados,
o papel enciumado
sobre a cabeceira –
trêmulo –
impacienta-se.

exaspera-se
e se masturba
até que ao poeta
chegue a inspiração

e quando o poeta
senta-se
e escreve
e lhe derrama sentimentos
o papel embevecido
entrega-se:

enfim, sobre si, o poema!
sorri cansado
ah! orgasmo colorido
de caneta bic tinta azul!

ivy menon

Escrito por artur gomes às 16h01
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18/10/2006


bento gonçalves-rs - onde vinho e poesia se beijam em perfeita e sagrada comunhão

Escrito por artur gomes às 10h44
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inconfidência mineira

velhos temas re/visitados e outros novos re/INventados

 

 

num tempo em que fui de minas

entre montanhas e rimas

salgado mar de fezes

entre os currais e  canteiros

batendo nas muralhas

forjado a ferro os currais

do meu sangue confidente

onde uma  outra cecília

escorrendo em seus dedos longos

joaquim silvério dos reis

nos versos tristes que inventa

como uma  outra cecília

nos versos passado a limpo

de certo é um  canalha

tal qual o rei prometeu

porque nomes também eu invento

Escrito por artur gomes às 09h33
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cecília  diante do espelho linda e  nua

na certa a forca esqueceu

no pescoço dos penitentes

enquanto minha língua pele e  lua

e da corda que estraçalha

com os culhões de tiradentes

pelo bico dos teus seios

espuma saliva em teus fluxos

salve lindo pendão que balança

e sinto  o cheiro dos teus flexos

quando despida em teu amor

entre as pernas abertas da paz

o amor despido é  nosso sexo

e cecília goza pelas  costas

tua nobre sifilítica herança

e por todos os continentes

quando rio se encharca pelas frentes

nos rende-vouz de impérios atrás

quando mar goza nas encostas

quando verso

meu coração é tão hipócrita

que não janta

e quando cravo as unhas rente

nos teus flancos

outros versos

mais imbecil ainda canta

nos papéis do testamento

e seus dedos longos escorrendo

em tristes outros pensamentos

mas os re/versos de uma outra  cecília

no espelho também re/invento

 

artur gomes

http://arturgomes.zip.net

 

 

 

 

 

 

Escrito por artur gomes às 09h32
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Escrito por artur gomes às 05h37
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nalgum lugar

poema de cummings

tradução: augusto de campos

musicado por zeca baleiro

 

nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além

de qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio:

no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,

ou que eu não ouso tocar porque  estão demasiadamente perto

 

teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra

embora eu tenha me fechado como dedos, nalgum lugar

me abres sempre pétala por pétala como a primavera abre

(tocando sutilmente, misteriosamente) a sua primeira rosa

 

ou se quiseres me ver fechado, eu e

minha vida nos fecharemos belamente, de repente,

assim como o coração desta flor imagina

a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;

 

nada que eu possa perceber neste universo iguala

o poder de tua intensa fragilidade: cuja textura

compele-me com a cor de seus continentes,

restituindo a morte e o sempre cada vez que respira

 

(não sei dizer o que há em ti que fecha

e abra;  só uma parte de  mim compreende que a

voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)

ninguém, nem mesmo a chuva tem mãos tão pequenas

 

 

Escrito por artur gomes às 05h35
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Só pra quem merece

Que coisa linda
mano mestre
também pudera
sois flor silvestre
sois a própria
cratera
vulcão em ebulição
sois a própria
fera
e eu
por entre a galera
te aplaudindo
marejado em emoção

um beijo

Gilberto Maha

Escrito por artur gomes às 01h32
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17/10/2006


Escrito por artur gomes às 20h26
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SÃO FIFA

pode ser um monge pode ser um santo
dando voltas na beirada do jardim
vislumbrando o sino a igreja
ou um bando de andorinhas às seis da tarde
ou chuva fina ou vento morno
do calor às seis da tarde
do sol ficando rosa aos pés do flamboyant.

pode ser marrom com chão amarelo das acácias
pode ser passeio pode ser histérico
ajoelhado da cabeça aos pés
norteado da pureza ao fel
e brilhando pode ser bonito
quando pára na retina e as mãos tentam pegar
as ruas pulam os corpos dançam
e peitos e portas se abrem.

pode ser para longe pode ser nem tanto
e cantando pode ser cidade
poema que não deixa de corar
arrepiar, e sorri.

gustavo pollycarpo

Escrito por artur gomes às 20h24
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gustavo pollycarpo

Arrturrrr,

poeta do descalabro:
junta pernas com divisas,
Música, língua, Elisas
e galo de briga com diabo.

gustavo pollycarpo

Escrito por artur gomes às 20h22
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alex, filipe, mayara e claudia - uma tarde no parque

Escrito por artur gomes às 17h44
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artur gomes - foto.poesia: arte mayara pasquetti

Escrito por artur gomes às 00h01
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