
Um minuto a frente
E estamos no núcleo do dragão
Encarcerados do tempo
Confinados em existências
Transparências da língua de fogo.
Cada movimento tritura
Carcaças nobres engenhos biológicos
Cada respirar inflama
Labaredas em corrente do sangue
Deslúcidos a deriva seremos
Corpos buracos
Perfurações poros
Gritos selvagens seiva amarga
Rasgos, frestas , chagas;
E um silencio bruto no fundo da sala
MARKO ANDRADE



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