
julinha diniz e amiga - meninas para mim serãos empre meninas

julinha diniz e amiga - meninas para mim serãos empre meninas
beber desse conhac
em tua boca
para matar a febre
nas entranhas entre dentes
indecente
é a forma que te como
bebo ou calo
e se não falo quando quero
na balada ou no bolero
não é por falta de desejo
é que a fome desse beijo
furta qualquer outra
palavra presa
como caça indefesa
dentro da carne
que não sai
baladas, blues e poesia. entre e ouça:
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prédio da FDC antiga ETC - aqui comecei a dar os primeiros chutes nas letras
amanhã quinta (10) a partir das 22:30h entre uma rodada e outra de samba comandada por Daniela Passos, Poesia ao Vivo com Artur Gomes no Braseiríssimo (Rua Tenente Coronel Cardoso, ao lado da quadra de Tênis – Campos dos Goytacazes-RJ)
o preço atual
proíbe que me coma
mas pra ti
estou de graça
pra ti
não tenho preço
sou eu quem me ofereço
a ti:
músculo & osso
leva-me à boca
e completa o teu almoço
http://federicobaudelaire.zip.net

as crianças são testemunhas: jiddu saldanha passou por aqui
antes que as metáforas entrelacem suas pernas como panteras feito nós quando nos amamos quero dizer que a vida inteira quis um poema de amor pensando em ti mesmo não sabendo que existias eu sou A Hora da Estrela e o que é que estou fazendo aqui se eu devia estar naquela cena onde fico escutando Freud e falo falo falo falo enquanto gozo e as palavras vão se engravidando até o teto como um chão de estrelas isso até me lembra a mocidade independente de padre olivácio e depois vão caindo sobre o meu corpo caindo caindo caindo e elas caem como se fossem folhas secas e me lembra outro samba da mangueira e caem caem caem e vão se alojando pelo íntimo até o mais profundo buraco das entranhas enquanto Federico alisa as minhas coxas e Baudelaire só pensando as suas Flores do Mal mas agora não quero ser Esfinge nem me chamo Macabea minha mãe deixou de ser Clarice e nem quero padre ou mãe que me diga o que devo ou Não fazer meu nome é Ana Beatriz e agora sou.
inA aTraição das Metáforas
Retalhos Imortais do Serafim

thaís - musa como nunca dantes
Primeiras Páginas
Você é o livro
que eu levaria para
uma ilha deserta.
Desperta, pernas, pétalas
páginas abertas.
Você, você, você
é aquela que eu queria comigo.
Quando a coisa fica preta
quando ficar arco-íris
eu te digo.
Um dia eu volto
sim, eu volto e vou ficar
tão perto
que você não vai saber ao certo
se sou eu ou sou outro
que interpreto.
Paulo Leminski

paraíba do sul - o rio da minha aldeia
Como se fosse verdade encantações, poemas
Como se Aquele ouvisse arrebatado
Teus cantares de louca, as cantigas da pena.
Como se a cada noite de ti se despedisse
Com colibris na boca.
E candeias e frutos, como se fosses amante
E estivesses de luto, e Ele, o Pai
Te fizesse por isso adormecer...
(Como se apiedasse porque humana
És apenas poeira,
E Ele o grande Tecelão da tua morte: a teia).
Como se fosse vão te amar e por isso perfeito.
Amar o perecível, o nada, o pó, é sempre despedir-se.
E não é Ele, o Fazedor, o Artífice, o Cego
O Seguidor disso sem nome? ISSO...
O amor e sua fome.
Hilda Hist

catedral de são salvador - campos dos goytacazes
quando tenso
o poema penso
fio suspenso
no Ar
quando teso
o poema preso
peixe surpreso
no Mar