Artur CarNAvalha Gumes - Afora a TropicanAlice Metaforas à Parte soy de Campos soy Canalha


17/02/2006


SampleAndo

 

o poema pode ser um beijo em tua boca. carne de maçã em maio. um tiro oculto sob o céu aberto. estrelas de neon em vênus refletindo pregos no meu peito em cruz. na paulista consolação na água branca barra funda. metal de prata desta lua que me inunda num beijo sujo como a estação da luz. nos vídeos/filmes de TV eu quero um clip nos teus seios quentes. uma cilada em tuas coxas japa como uma flecha em tuas costas índia ninja gueixa eu quero a rota teu país ou mapa. teu território devastar inteiro como uma vela o mar de fevereiro molhar teu cio e me esquecer na lapa.

 

arturgomes
in fulinaíma outras vozes outras falas
ao som das guitarras de filipe buchaul gomes

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Escrito por artur gomes às 09h30
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16/02/2006


Heloísa Curzio expõe seus Pares e Díspares de 18/2 a 7/4 no Espaço Cultural da Reitoria da Universidade Federal de Juiz de Fora-MG

Escrito por artur gomes às 13h47
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15/02/2006


VeraCidade

 

porque trancar as portas tentar proibir as entradas se já habito os teus cinco sentidos e as janelas estão escancaradas. um beija-flor risca no espaço algumas letras de um alfabeto grego signo de comunicação indecifrável. eu tenho fome de terra e esse asfalto sob a sola dos meus pés agulha nos meus dedos. quando piso na augusta o poema dá um tapa na cara da paulista. flutuar na zona do perigo entre o real e o imaginário. joão guimarães rosa martins fontes caio prado um bacanal de ruas tortas. eu não sou flor que se cheire nem mofo de língua morta o correto deixei na cacomanga matagal onde nasci. com os seus dentes de concreto são paulo é quem me devora e selvagem devolvo a dentada ma carne da rua aurora.

 

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Escrito por artur gomes às 11h17
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EntriDentes

 

queimando em mar de fogo me registro lá no fundo do teu íntimo bem no branco do meu nervo brota uma onda de sal e líquido procurando a porta do teu cais. teu nome já estava cravado nos meus dentes desde quando sísifo olhava no espelho primeiro como mar de fogo registro vivo das primeiras eras. segundo como flor de lótus cravada na pele da flor primavera logo depois gravidez e parto permitindo o logus quando o amor quisera.

 

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Escrito por artur gomes às 11h09
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14/02/2006


 

ontem a noite me pegou
biritando uma cerveja
na porta do sacy
em frente ao largo
que eles chamam Ordem
e eu digo que é desordem
onde se concentram
os punks góticos
os darks tudo fake
nesta cidade lock
a papa aqui pirou
cantando easy rider
nesta cidade on the rock

artur gomes
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Escrito por artur gomes às 10h08
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13/02/2006


Boca do Inferno

 

por mais que te amar
seja uma zorra
eu te confesso
amor pagão
não tem de ter
perdão pra nós
eu quero mais
é teu pudor de dama
despetalando em meus lençóis

e se tiver
que me matar que seja
e se eu tiver
que te matar que morra
em cada beijo
que te der amando
só vale o gozo
quando for eterno
infernizando os céus
e santificando
a boca do inferno

 

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Escrito por artur gomes às 15h22
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12/02/2006


esfinge

o amor não é apenas um nome que anda por sobre a pele.  um dia falo letra por letra no outro calo fome por fome é que a pele do teu nome consome a flor da minha pele. cravado espinho na chaga como marca cicatriz eu sou ator ela esfinge clarice/beatriz. assim vivemos cantando fingindo que somos decentes para esconder os sagrado em nossos profanos segredos se um dia falta coragem a noite sobra do medo. é que na sombra da tatuagem sinal enfim permanente ficou pregando uma peça em nosso passado/presente. o nome tem seus mistérios que se esconde sob panos. o sol é claro quando não chove o sal é bom quando de leve para adoçar desenganos na língua na boca ou na neve  o mar que vai e vem não tem volta o amor é a coisa mais torta que mora lá dentro de mim teu céu da boca é a porta onde o poema não tem fim.

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Escrito por artur gomes às 14h49
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