Artur CarNAvalha Gumes - Afora a TropicanAlice Metaforas à Parte soy de Campos soy Canalha


21/01/2006


Largo da desOrdem

                    para paulo leminski

 

agora  sei

o quanto esta cidade

não me significa

como quem bebeu das águas

de Cartola e dona Zica

e vou revirá-la pelo avesso

minha história não tem fim

nemt em começo

não tente me parar

no sinal fechado

na esquina da marechal floriano

ou na alameda andrade muricy

o sei o preço

para estar aqui

nem tente me encontrar

na praça tiradentes

caminho pelo largo da desOrdem

com hélio lights

e o bloco dos bonecos

e o veneno das serpentes

e berro curitiba in blues

na cara das senhoras recatadas

poesia não serve pra nada

mas vez em quanto assusta

em qualquer dos endereços

e o poeta sabe quanto custa

não se nega paga o preço

 

artur gomes

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Escrito por artur gomes às 18h56
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Um Goytacá em Curitiba

ao rebelde da zona fantasma

Ademir Assunção, ao ex-curitibano

Carlos Careqa e ao paulistano Marcelo Miguel

 

atravesso

esta cidade

transversais e paralelas

bicho travesso

sigo em frente

quero uma cerveja

em qualquer bar

daqui a pouco

no butiquim um Bife Sujo

pode ser Boca Maldita

na rua 24 horas

cumer um quibe

um grão de bico

eu sei que fico zôo

eu sei que fico zen

eu sei que nada fico

mesmo ao lado tudo down

não me desespero

só fico quando quero

 

Artur Gomes

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Escrito por artur gomes às 09h13
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20/01/2006


Escrito a Sangue

Ademir Assunção/Madan

 

ruas escuras

       atravessado

eu atravesso

       reviro o avesso

nele me meço

       olho de lince

encaro a face da fera

       espelhos se estilhaçam

rasgam minha cara

       cai a neblina no vazio

frio na barriga

       pago o preço

erva bola cogumelo

       volto ao começo

escapo com vida

       desconverso

verso escrito a sangue

       desapareço

quanto mais

       menos

me pareço

       eco de bicho homem

ego sem endereço

 

gravada no CD Rebelião na Zona Fantasma

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Escrito por artur gomes às 09h43
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poética

 

tudo quântico fosse mar

kalu seria iemanjá

        oxumaré

        oxum dedé

       

água de beber

alimento de comer

coisa santa

               orixá.

coisa rara amaralina

essa coisa uma menina

essa menina fosse quântica

kalu seria carolina

me olhando da janela

eu aqui pensando nela

e ela ali em alto mar.

 

 

Artur Gomes

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Escrito por artur gomes às 07h51
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19/01/2006


PoÉtica

 

eu sou drummundo

deus e o diabo

na mesma intensidade

não sou desta cidade

não sou deste lugar

mas sou de onde estiver

de onde tem que estar

 

Artur Gomes

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Escrito por artur gomes às 13h31
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Escrito por artur gomes às 13h01
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Carne Proibida

 

o preço atual

proíbe que me coma

mas pra ti estou de graça

pra ti não tenho preço

 

sou eu quem me ofereço

a ti: músculo & osso

leva-me à boca

e completa o teu almoço

Escrito por artur gomes às 12h54
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Federika Bezerra: A Porta Bandeira

Que BorTou Olivácio Doido

Samba Enredo para o CarNAval da Mocidade Independente de Padre Olivácio

no ano antiColloRido de 1992

Lady Gumes & Zeca Pagodinha

 

Em mil novecentos e vinte e cinco

na noite de orgias satanazes

um raio de trovão incandescente

rachou a igreja em goitacazes

um vulto do despacho então desceu

movido por farol de grande luz

tocou na pedra quebrou cruz

a rainha do fogo dessa gente

 

Federika de ouro azul e prata

na porta da igreja foi parida

criada pelo padre Olivácio

que logo depois lançou na vida

aos cinco de idade encantada

foi pega masturbando em sacristia

por causa de um sonho com o príncipe

DuBoi da mais sagrada putaria

 

Expulsa da cidade foi pra longe

cresceu entre os jardins de JardiNÓpolis

mas se você pergunta Fróes explica

o seu palácio agora é em Petrópolis

Escrito por artur gomes às 12h49
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Expulsa da cidade foi pra longe

cresceu entre os jardins de JardiNÓpolis

mas se você pergunta Fróes explica

o seu palácio agora é em Petrópolis

 

assim vamos cantar em verso e prosa

a saga dessa deusa de Iansã

que em busca da mordida na maçã

sonhava encontrar Guimarães Rosa...

E assim vamos cantar na grande roda

tudo o que deu e o que não deu

o dia que um Rei bem ColloRido

pensou ser Presidente e se fudeu!

Escrito por artur gomes às 12h48
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Aos dezenove plena de alegria

conheceu Gigi da Bateria

na porta do Beco de Satã

na Festa Federal do Bar da Lama

a deusa dos lençóis de toda cama

sorrindo para ver como é que fica

dá um corte na história inverte o Drama

e transforma Ouro Preto em Villa Rica

 

Escrito por artur gomes às 12h47
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Viemos do SerTão para os seus braços

porque a Mocidade Independente

é a mais fina e pura Flor do Lácio

afilhada do secular Padre Miguel

e fiel ao seu pai Padre Olivácio

e para completar a grande roda

trazemos o cacique Pau Brasil

o centenário Oswald de Andrade

filho da Paulicea que Pariu

 

Passando pelas Bandas do Catete

dançando na maior intensidade

macumba com o índio brasileiro

nossa Escola campeã da liberdade

Federika engravidou o grafiteiro

do famoso cacete Samaral

que escrevia pelos muros da cidade:

Mocidade já ganhou o CarNAval

 

Assim vamos cantar em verso e prosa

a saga dessa deusa de Iansã

que em busca da mordida na maçã

sonhava encontrar Guimarães Rosa...

E assim vamos cantar na grande Phoda

tudo o que deu e o que não deu

o dia em que um Pastor arrependido

tentou ser Pai de Santo e se fudeu!

 

 

 

Escrito por artur gomes às 12h46
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Baby é Cadelinha

 

devemos não ter pressa

a lâmina acesa sob o esterco de vênus

onde me perco mais me encontro menos

de tudo o que não sei

só fere mais quem menos sabe

sabre de mim baioneta estética

cortando os versos do teu descalabro

 

visto uma vaca triste como a tua cara

estrela cão gatilho morro:

 

a poesia é o salto de uma vara

 

disse-me uma vez só quem não me disse

ferve o olho do tigre enquanto plasma

letal a veia no líquido do além

cavalo máquina meu coração quando engatilho

 

devemos não ter pressa

a lâmina acesa sob os demônios de eros

onde minto mais porque não verus

fisto uma festa a mais que tua vera

cadela pão meu filho forro:

 

a poesia é o auto de uma fera

 

devemos não ter pressa

a lâmina acesa sob os panos

quem incesta?

perfume o odor final do melodrama

sobras de mim papel e resma

impressão letal dos meus dedos imprensados

misto uma merda a  mais que tua garra

panela estrada grão socorro:

 

a poesia é os fausto de uma farra

Escrito por artur gomes às 12h23
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16/01/2006


pátriAmada

 

nos meus lírios e delírios

o leite dos teus seios

a seiva dos teus cios

os pêlos do teus cílios

estão agora em minhas mãos

estão agora em minha boca

sugo toco sugo

a tua língua entre os meus dentes

grita xinga desacata os dependentes

se desata das amarras

dos grilhões e das correntes

manda a covardia a puta que o pariu

e depois de um primeiro de abril

sonha estar nascendo uma mulher feliz

no território livre do seu ventre.

 

Artur Gomes

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Escrito por artur gomes às 11h25
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