Artur CarNAvalha Gumes - Afora a TropicanAlice Metaforas à Parte soy de Campos soy Canalha


24/12/2005


São Fidélis

 

onde uma mulher misteriosa

com seu  instinto de serpentes

morde os meus lábios

com seus afiados dentes

 

o veneno e o fogo

escorrem de suas entranhas

em minha boca mas não mata

 

porque aprendi a ser água

para aplacar qualquer veneno

e apagar qualquer incêndio

 

Artur Gomes

http://arturgomes.zip.net

http://carnavalha.zip.net

 

 

 

Escrito por artur gomes às 10h03
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23/12/2005


VeraCidade

 

porque trancar as portas

tentar proibir as entradas

se já habito os teus cinco sentidos

e as janelas estão escancaradas?

 

um beija-flor risca no espaço

alguma letras de um alfabeto grego

signo de comunicação indecifrável

eu tenho fome de terra

e esse asfalto sob a sola dos meus pés

agulha nos meus dedos

 

quando piso na augusta

o poema dá um tapa

na cara da paulista

flutuar na zona do perigo

entre o real e o imaginário

 

joão guimarães rosa

caio prado martins fontes

um bacanal de ruas tortas

eu não sou flor que se cheire

nem mofo de língua morta

o correto deixei na cacomanga

matagal onde nasci

 

com os seus dentes de concreto

são paulo é quem me devora

e selvagem devolvo a dentada

na carne da rua aurora

 

Artur Gomes

http://arturgomes.zip.net

http://carnavalha.zip.net

 gravada no CD fulinaíma outras vozes

outras falas ao som das guitarras

de Filipe Buchaul Gomes

 

Escrito por artur gomes às 23h21
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MAGNETISMO

 

Vertem de teus olhos

encantamentos

que não consigo decifrar

representando

novo enigma

em minhas resistências.

Desafiadoramente

próximo

arrebatas com tua jovialidade

os sinais de sanidade que preservo...

E meu íntimo

visceralmente exposto

tenta descansar

no painel assombroso do regato...

E sinto o abandono

de compromissos e promessas

arriscando-me

destemidamente

no êxtase entusiástico

do corpo em festa.

 

Miriam Brasil

Escrito por artur gomes às 12h46
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21/12/2005


Detrito Federal

ou

a traição ds metáforas 7

enquanto em Brasília
estiver livre e solta
esta Bandalha
não dá para ser feliz
e eu te pergunto meu amor:
o que fizeram com
a esperança de um país?

Rio onde um estado clandestino
invade o mar e a favela
e um ônibus sem destino
de copacabana a madureira
como uma  tocha humana
se desfaz em cinzas
e nem ainda é quarta feira

e o que fazer meu grande amor
se este estado de surto
nunca chega ao fim
e tens no sobrenome
um inerte país em chamas
pelo Rio de Janeiro afora
que agora queima e chora dentro de mim

Artur Gomes

Escrito por artur gomes às 20h45
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20/12/2005


2005
 
sei que o mar
não está pra peixe
mas não sou polvo
        nem Lula
que  nada sabia
das coisas
debaixo do seu nariz
mas acredito que este país
não é feito apenas
de mensalão caixa dois
                      e carnaval
e sei também que em seu quintal
tem uma flor que bem-me-quer
como eu sempre bem-quis
por isso lhe desejo
              FELIZ NATAL
porque toda pessoa nasce
para ser feliz.
 
Artur Gomes

Escrito por artur gomes às 09h19
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